
movimento estudantil
Falar de movimento estudantil é meio difícil. Difícil porque ele não é definido, mas vivido.
Como o próprio nome diz, é um movimento de estudantes. Nesse, pessoas que não estão satisfeitas com algumas coisas (desde o professor que falta aula até as medidas administrativas da Universidade) lutam para conseguir o que consideram melhor. Mas, essa luta não é única e pontual, ela vem de um processo, de uma organização. E pra quê se movimentar? Como Rosa Luxemburgo disse: “Quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem“.
Um exemplo é a recente ocupação que ocorreu na reitoria da UFPR. No dia 17 de outubro de 2007, estudantes de toda a universidade, organizados há meses em coletivos, C.A.’s (centros acadêmicos) e etc. fizeram atos contra o REUNI (decreto 6.096 do Gov. Federal) e no último resolveram ocupar a reitoria por acreditarem ser um forte instrumento de pressão para a negociação. Nós, estudantes, reivindicamos a realização de um plebiscito com todas as categorias da comunidade acadêmica (técnicos, professores e estudantes) para uma consulta sobre a adesão ou não da UFPR ao Programa, mas ele foi negado! Durante a ocupação, ocorreu a formação de uma chapa para o DCE que no dia 14 de novembro de 2007 ganhou as eleições. No mesmo dia, o COUN (Conselho Universitário) votou contra as punições dos estudantes envolvidos na ocupação e a reitoria foi desocupada.
Muitas pessoas perguntam o que os estudantes ganharam com isso, já que o REUNI foi aprovado na UFPR. O movimento é um processo, então ocupar a Reitoria por 4 semanas, negociar com a o Reitor, ganhar o DCE, não ser punido pela ocupação, ver os estudantes conseguirem anular o REUNI na UFMA e UFPA, ver mais de 15 reitorias ocupadas no país e mais de 42 universidades na França, já é um ganho válido.
Ah, não podemos esquecer que esse movimento não é com um único pensamento. Existem muitas organizações. Nelas e entre elas, existem divergências. Com isso, o movimento não é praticado da mesma maneira, o que não diminui a sua importância. Se o estudante luta por algo, é movimento estudantil. Não importa como ele faz, se ele pensa em se movimentar já ta dentro. Então, não se acanhe, não pense que ele é distante, é muito importante que ele faça parte de você.
Pra terminar, achamos importante colocar esse poema:
homem comum : ferreira gullar
sou um homem comum
de carne e de memória
de osso e esquecimento.
sou como você:
feito de coisas lembradas
e esquecidas.
rostos
e mãos.
sou um homem comum:
brasileiro, maior, casado, reservista,
e não vejo na vida, amigo
nenhum sentido, senão
lutarmos juntos por um mundo melhor.
mas somos muitos
milhões de homens comuns
e podemos formar uma muralha
com nossos corpos
de sonhos e margaridas.
Confira aqui alguns materiais, cartas, artigos, notas públicas, moções de apoio e repúdio, bandeiras e ações que o seu Centro Acadêmico tem realizado!
Psicologia UFPR boicota o ENADE 2006
clique aqui para ler nossa carta pública!
Movimento da Luta Antimanicomial
- apresentação ppt: Por uma sociedade sem manicômios, clique aqui
- Manifesto de Bauru – Encontro da LAM (1987), clique aqui
- relatório final do VI Encontro Nacional do MLA (1995), aqui
- carta repúdio de Luciano Elia, a matéria do jornal O Globo, aqui
- II Fórum Internacional de Saúde Mental e Direitos Humanos, aqui
- Universidade Manicomializante?, por César Fernandes, aqui
Campanha Contra a Redução da Maioridade Penal
- Manifesto do FENPB, clique aqui
UFPR e o REUNI
- artigo sobre REUNI na UFPR por professores da Economia, cliquei aqui
- artigo “A Universidade Nova, O REUNI e a Queda da Universidade Pública” por Prof. Claudio Tonegutti e Milena Martinez (APUFPR), clique aqui
Reforma Universitária
- cartilha da Frente de Luta contra a Reforma Universitária, clique aqui
Movimentos Sociais
- site oficial do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), clique aqui
- site oficial do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), clique aqui
- Movimento Contra a transposição do rio São Francisco, clique aqui
- site do MPL Curitiba (Movimento do Passe Livre), clique aqui
Histórico de Gestões do CAP
1987 a 1990 – ?
1991 – Até quando esperar?
1992 a 1994 – ?
1995 – Gestão 95
1996 – Até quando?
1997 – Pois é
1998 a 2000 – ?
2001 – Mestre de Obras
2002 – Debutantes Relutantes
2003 – Todo dia é dia
2004 – Associação Livre
2005 – Psicologia em foco
2006 – Recalque e Reforço
2007 – 14 Bis
2008 – PRATODODIA
2009 – pedras, noites, poemas
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