Posts de Maio, 2009

h1

Comunidade “Psicologia UFPR – Disciplinas”

Maio 27, 2009

Comunidade no orkut cujo intuito é juntar o maior número possível de estudantes de psico da UFPR para analisar, opinar e refletir sobre as disciplinas que são ofertadas atualmente para o curso de psicologia.

A comunidade foi criada a partir de uma idéia de aumentar a troca de informações e conteúdos sobre as disciplinas de Psicologia, a princípio seria apenas para as optativas, mas a idéia evoluiu (graças às sugestões) e agora está em âmbito geral, ou seja, existem além das optativas, as obrigatórias.

Foi criado um tópico por matéria, contendo dados básicos sobre a disciplina, e abaixo destes dados espera-se que veteranos/ex-alunos/professores opinem, ou seja, façam um “depoimento” sobre a disciplina que cursou ou está cursando, com pontos positivos e negativos, tentando ser imparcial e educado na medida do possível.

A idéia é simples, está estruturado e devidamente organizado, tem a tendência a ser útil não apenas para calourës que são considerados “perdidos”, mas também para veteranos que ainda não cursaram todas as disciplinas e/ou cursaram e querem fazer alguma optativa específica; e para alunos da UFPR em geral. Também é possível ser utilizado para futuros ingressos.

É óbvio que as opiniões não vão cair de outra dimensão para dentro do tópico que você gostaria de saber mais, portanto a divulgação e participação de cada um é essencial.

Para mais informações, há um “FAQ” que você pode acessar a partir da descrição da comunidade; cujo é o espaço em que você também pode opinar/sanar dúvidas/etc. em relação à comunidade em si, já em relação às disciplinas, existe o índice (que também é encontrado na descrição da comunidade) com todas as disciplinas, que poderá (e deve) ser usado.

 

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=87786272

 

 

Obs.: Caso você tenha alguma sugestão, dúvida, dica, idéia, enfim, se precisar, estou a disposição para conversar, e tentar ajudar quem quer que precise, ou até mesmo receber ajuda. (:

 

 Com carinho, *-*

Black.

(release feita pelo Black, estudante do primeiro ano.)


h1

Luta Antimanicomial

Maio 19, 2009

Carta aberta à Comissão de Assuntos Sociais do Senado
Em 18 de Maio de 2009

  

Comissão de Assuntos Sociais do Senado
A/C: Presidente da Comissão de Assuntos Sociais
Senadora Rosalba Ciarlini
e-mail: rosalba.ciarlini@ senadora. gov.br
fax: (0xx61) 3311 3652
 
Senhores e Senhoras Senadores e Senadoras

 
Recentes artigos de relevância social sobre a atual Política Nacional de Saúde Mental, veiculados em mídias de circulação nacional, fizeram efervescer um debate crucial para a consolidação do modelo de assistência à saúde mental pautada pelos direitos de cidadania e por uma concepção integral de cuidados aos usuários dos serviços de saúde mental.
Entendemos que este debate é de interesse de toda a sociedade brasileira, seja pela importância para a afirmação de uma política pública de saúde mental, seja por repercutir sobre todos os trabalhadores, usuários, familiares e instituições envolvidos diretamente no campo da assistência em saúde mental.
 
Entendemos, ainda, que a atual Política Nacional de Saúde Mental, elaborada ao longo de 3 Conferências Nacionais de Saúde, e de centenas de conferências municipais e estaduais, em consonância indiscutível com os princípios do SUS, trata-se de  um conjunto de diretrizes, princípios e ações técnicas elaborado por um coletivo formado por milhares de gestores, trabalhadores, usuários e familiares, convocados para essa construção democrática de uma rede de assistência em saúde mental.
Todos nós podemos testemunhar que foi neste Brasil democrático que foi possível dar início ao processo de Reforma Psiquiátrica, possibilitando a reversão do modelo centrado no procedimento único da internação hospitalar, equívoco responsável pela criação dos manicômios brasileiros que chegaram a concentrar mais de  100  mil leitos psiquiátricos na década de 80. Neste sistema hospitalocêntrico, a desumanidade e  a privação  dos direitos dos pacientes eram seus  traços característicos.
 
Esta realidade mudou. Um novo desenho de atenção à saúde mental vem se consolidando ao longo destas 3 décadas, de luta, de resistência, de protagonismo dos usuários, dos trabalhadores, dos familiares convencidos que uma assistência competente pautada nos direitos humanos é possível. O Movimento da Luta Antimanicomial e diversas entidades de profissionais têm sido importantes agentes políticos neste processo de transformação da assistência em saúde mental.
Os grandes hospitais psiquiátricos foram desativados, ou estão neste processo de encerramento de suas atividades. Em simultâneo foi criada  uma rede extensiva formada por 1326 CAPS, de acordo com critérios geográficos e demográficos. Em suas diversas especificidades,  os CAPS têm  por objetivo atender a crianças e adolescentes com demandas em saúde mental, pessoas que fazem uso prejudicial de álcool e outras drogas,  pessoas com transtornos mentais severos; foram criadas as Residências Terapêuticas para os pacientes provenientes da longa internação; foi implantado o benefício De Volta Para Casa, suporte financeiro em apoio a volta a vida em sociedade; têm-se incentivado, como política nacional, os projetos de geração de renda e de cultura, tem-se construído de forma sistemática um campo de supervisão clínico-institucional destas ações de saúde mental; e tem-se, sobretudo, se constituído um novo campo denominado de Atenção Psicossocial que congrega as competências técnicas de múltiplas formações profissionais: psiquiatras, assistentes sociais, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, musicoterapeutas, e outras profissões.
Na realidade, podemos dizer que pela primeira vez no Brasil podemos contar com uma rede de assistência em saúde mental, que impulsionada pela aprovação da Lei 10.216 de abril de 2001, se fundamenta nos princípios do SUS,  dos Direitos Humanos e na construção democrática desde modelo de assistência.

 
Reconhecemos os grandes desafios que temos para consolidar este novo  modelo:  é preciso avançar na ampliação da rede de CAPS III, dos leitos em hospitais gerais, para o atendimento 24 horas; integrar de forma sistemática as ações de saúde mental nos programas de atenção básica; avançar na reforma dos manicômios judiciários,  necessário ampliar as parcerias com as políticas intersetoriais para a fomento das iniciativas de inclusão social, de direito ao trabalho, ao lazer, à educação; fomentar  ações de pesquisa para o campo da atenção psicossocial; garantir a formação permanente dos trabalhadores do campo; ampliar as ações de formação nos currículos universitários; fomentar ações de qualificação das associações de usuários e familiares dos serviços de saúde mental.

 
Contudo, estes desafios confirmam os acertos das diretrizes da atual Política Nacional, e têm nos convocado ao debate democrático e ao trabalho cotidiano para o avanço da Reforma Psiquiátrica em curso. Nesta história brasileira de construção coletiva de uma política pública exitosa, e reconhecida internacionalmente, aprendemos todos nós a importância da defesa do SUS para a garantia efetiva de uma  rede pública de serviços de saúde mental. Nós somos muitos. E o campo da saúde mental fortalecido de forma inequívoca com a Lei 10.216, aprovada a mérito de árduo trabalho de militantes junto com a sensibilidade de nossos parlamentares para as causas humanitárias, quer deixar este testemunho nesta Audiência Pública sobre a Política Nacional de Saúde Mental.
  
Assinamos nós, os muitos trabalhadores, familiares e usuários dos CAPS, entidades e profissionais do campo da saúde mental, bem como da saúde pública, assistência social, direitos humanos e outros ligados à luta pela conquista da plena cidadania no Brasil.

h1

I Mostra de Trabalhos Psicologia UFPR

Maio 17, 2009

ATENÇÃO

Se você preencheu a inscrição (online ou com a Regina) para a I Mostra de Trabalhos da Psicologia UFPR, favor trazer seu trabalho na segunda-feira (18.05.2009) até as 16h, e seguir as instruções afixadas no MURAL DE NOTAS (parede da sala 203). A exposição de trabalhos acontecerá nos painéis afixados nas salas 203 e 204. 
Para mais informações, por favor, ligue para 99344676.

Atenciosamente,
Comissão Organizadora da XII Semana da Psicologia UFPR | I Mostra de Trabalhos da Psicologia UFPR

h1

I Mostra de Trabalhos – Psicologia UFPR

Maio 16, 2009

As inscrições de trabalhos foram encerradas. Vamos sistematizar as informações e logo logo as disponibilizaremos aqui no site do CAP e nas listas de e-mail.

h1

Mochilas

Maio 13, 2009

As mochilas e bolsas chegarão na segunda-feira 18.05 ou terça-feira 19.05. Porém precisamos pagar o restante do dinheiro. Por isso, estaremos recebendo o dinheiro restante até sexta-feira 15.05. Entregar preferencialmente para Veridiana (2º ano) ou Lethicia (4º ano) ou para qualquer outro membro do CAP.

Dúvidas: Ligar para 99344676

h1

vem aí..

Maio 11, 2009

I MOSTRA DE TRABALHOS

XII SEMANA DE PSICOLOGIA UFPR

18 a 22 de maio de 2009

 

:: Quem pode participar?
Estudantes de graduação e pós-graduação da Psicologia UFPR

:: Com que tipos de trabalhos?
Trabalhos em andamento ou já concluídos: projetos de pesquisa e extensão, projetos de monografias, iniciação científica, experiências de estágio, projeto de mestrado, etc.

:: Como será a mostra?
Os trabalhos deverão ser apresentados em forma de cartazes, banner, etc. de acordo com a criatividade do(a) autor(a)! Os tamanhos podem variar de “papel A4” até “materiais de 70 cm (larg) X 1,40 m (alt)”.  

:: Como participar?
Preencha a ficha de inscrição que se encontra na Coordenação e entregue para a Regina (secretária da CPSI), ou acesse o site do CAP (ficha de inscrição online que deve ser enviada para o e-mail trabalhospsicoufpr@gmail.com). Prazo máximo para inscrições: quinta-feira (14 de maio).

Para mais informações:
Membros da gestão ou da Comissão Organizadora do Encontro.

_________________________________________

FICHA DE INSCRIÇÃO DA MOSTRA:

clique AQUI para fazer download da ficha. Envie um e-mail com a ficha anexa para trabalhospsicoufpr@gmail.com até 14 de maio.

h1

Encontro Nacional de Estudantes de Psicologia | 2009

Maio 10, 2009

ENEP 2009

A data-limite para o primeiro valor de inscrições está se aproximando. Lembrando a todos:
R$ 40 – até 14/05
R$ 50 – de 15/05 a 9/07
R$ 80 – na hora

LEMBRANDO que o prazo de envio de trabalhos, oficinas e GDVs* foi extendido para 22 de maio de 2009. Os proponentes pagarão a taxa de R$ 40 sem estar sujeitos aos prazos acima.

A inscrição dá direito a:

Atividades da programação
Festas da programação
Alojamento**
Café-da-manhã

* Grupo de Discussão e Vivência.

** Inscrições NA HORA do evento só serão contempladas por alojamento se ainda houver vagas, ou se outro alojamento tiver sido providenciado por conta de demanda superior a 1200 (mil e duzentas) pessoas.

Visite XXII ENEP em: http://enep2009.ning.com

h1

Deputado carioca propõe identificação para soropositivos no RJ

Maio 10, 2009

     Em A Letra Escarlate, filme que retrata o século XVII, uma mulher considerada adúltera é obrigada pelos poderes da sociedade da época a andar com uma grande letra “A” vermelha pendurada no pescoço. Além da vergonhosa letra, por onde passava, a moça era antecedida por uma pessoa que tocava um instrumento, avisando a todos que a infeliz estava por chegar.

     Se o projeto de lei do deputado estadual do Rio de Janeiro, Jorge Babu (sem partido), não chega a tanto é porque não estamos mais no século XVII. Babu quer que as pessoas soropositivas para o vírus HIV tenham seus nomes e CPF’s divulgados na página eletrônica da Secretaria Estadual de Saúde.

     “A Secretaria de Saúde divulgará, em seu site, os nomes dos soro-positivos, cidadãos contaminados com HIV/AIDS, em todo Estado do Rio de Janeiro”, diz o artigo primeiro do projeto de lei 2204/2009, apresentado no último dia 22 de abril. A proposta diz ainda que “todos os cidadãos contaminados com o vírus HIV deverão portar identificação própria de sua condição”.

     A justificativa do projeto afirma que a medida visa a proteger os profissionais da saúde contra a contaminação. Argumenta que no caso de um acidente, por exemplo, as pessoas em geral, não importa se ricas ou pobres, são levadas para a rede pública de saúde. E que os profissionais que as atendem não tem condições adequadas de atendimento – são despreparadas ou faltam instrumentos de trabalho. Diante disso, afirma que esses trabalhadores têm o direito de saber que o paciente que está tratando é soropositivo.

     Para Willian Amaral, membro da Secretaria Executiva do Fórum de ONGs AIDS do Estado do Rio de Janeiro, o projeto de lei é uma clara violação aos Direitos Humanos.

     “A proposta viola o direito ao sigilo e à intimidade das pessoas que está expresso na Constituição Federal (CF-1988) e no Código Civil Brasileiro (CC-2002). A exposição pública das pessoas soropositivas e dos doentes de AIDS como se estes fossem párias da sociedade contribuirá para o aumento do estigma e da discriminação. Num momento em que os cidadãos soropositivos tem uma série de dificuldades para o exercício da sua cidadania a aprovação desse projeto de lei representará um grave retrocesso no combate à epidemia de HIV/AIDS no Estado do Rio de Janeiro”, critica a proposta em carta na qual pede que as pessoas manifestem repúdio a iniciativa.

     O projeto de lei ainda precisa tramitar por quatro comissões da Assembléia Legislativa para que seja votado em plenário. Sendo que se a Comissão de Constituição e Justiça, uma das quatro, der parecer desfavorável a proposta, o projeto nem sequer é votado.

por Michelle Amaral da Silva – Brasil de Fato

h1

Comissão do Senado aprova atendimento psicológico em escolas públicas‏

Maio 10, 2009

          A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou no último dia 15 de abril um projeto de lei com o objetivo de prover atendimento psicológico e de assistência social aos estudantes das escolas públicas de educação básica.

          Pelo projeto, o atendimento será feito por uma equipe multiprofissional vinculada à escola e, se necessário, contará com a participação de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta vai agora para votação em plenário, com solicitação de urgência, apresentada pelo senador Flávio Arns (PT-PR), relator da matéria.

          Para o presidente do Conselho Federal de Psicologia, Humberto Verona, a aprovação do projeto na comissão representa uma vitória do CFP e das entidades da Psicologia ligadas à área da Educação. “O senador Flávio Arns entendeu nossa posição e conseguiu passar o substitutivo que contempla nossas reivindicações, reconhecendo o psicólogo escolar como profissional da educação”, disse. Segundo Verona, essa será uma boa notícia a ser levada aos participantes do Seminário Nacional do Ano da Educação, que ocorre esta semana em Brasília, e reúne representantes de todo o país.

Participação

           Pelo texto aprovado pela CAS, caberá a equipes multiprofissionais desenvolver ações voltadas para a melhoria da qualidade do processo ensino-aprendizagem – o que deverá ser feito com a participação da comunidade escolar. Esses profissionais deverão também servir de mediadores nas relações sociais e institucionais.

           Para realizar o seu trabalho, psicólogos e assistentes sociais terão de levar em conta o projeto político-pedagó gico das instituições e dos estabelecimentos públicos de ensino. A equipe deverá levar em conta também as necessidades específicas de desenvolvimento do educando. A proposta prevê ainda o prazo de um ano, a partir da aprovação do projeto, para que os sistemas de ensino façam as devidas adaptações.

h1

Luta Antimanicomial

Maio 4, 2009

Caros companheiros e amigos,

Hoje fazem 20 anos do dia da gloriosa Intervenção à Casa de Saúde Anchieta. Como em um sonho que persiste, porque realizado, vejo as barbas abundantes e pretas de David Capistrano e seu olhar decidido e revolucionário, o sorriso radiante de Telma de Souza misturado a centeanas de mulheres loucas lhe dizendo: você veio nos libertar!

Vejo também o olhar luminoso de Tykanori, a cara de menina de Fernanda Nicácio, os corpos comprometidos e magros de Cenise Monte Vicente e Williams Valentini adentrando aos pátios fétidos daquele campo de concentração. Em meu coração que guarda essas imagens como precioso tesoro, sinto a presença de Cláudio Maierovich, Socorro Matos, Luiz Melhado, Zaneta, Elci Pimenta e toda a turma da Secretaria de Higiene e Saúde que lá trabalharam com tando afinco e doação e que se reunia no predio do Hospício durante aqueles dias épicos.

O ano passado, numa reunião convocada pela Associação Brasileira de Psiquiatria, Universidade Federal de Rio de Janeiro e Ministério da Saúde, assisti à apresentação de uma pesquisa conduzida pela UNIFESP, onde se constatou que o sistema de saúde mental de Santos é altamente eficaz, apesar de todo o brilho apagado pelas administrações municipais que sucederam às de Tela de Souza e David Capistrano.

E quantos pacientes foram libertados e conseguiram encontrar uma via para suas existências? Feitos cidadãos, Belos!

Mas se a obra não acabou em Santos, o que dizer de sua irradiação pelo Brasil e pelo mundo!

Hoje estamos 20 anos mais velhos, mas os que tivemos a sorte de participar desse luxo de experiência, conservamos a juventude necessária para uma vida alegre, para o bom combate, para uma vida que vale a pena ser vivida!

Viva a Intervenção à Casa de Saúde Anchieta!

Antonio Lancetti