Posts de Abril, 2009

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CAP UFPR completa 22 anos

Abril 30, 2009

Parabéns a todas as gerações de estudantes-militantes que construiram e constróem essa entidade com trabalho, seriedade e compromisso com a transformação da Educação e da sociedade, que não curvaram-se e continuam não se curvando à perseguições e à repressão ao movimento estudantil combativo e que costuram à história do curso de Psicologia da UFPR, poesia e revolução.

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MP encontra fraudes na Casa do Estudante Universitário

Abril 28, 2009

A auditoria do Ministério Público constatou uma série de irregularidades na prestação de contas da Fundação Casa do Estudante Universitário, como despesas não comprovadas e indícios de utilização de notas falsas.
Após a análise do relatório da auditoria, a Promotoria de Fundações encaminhou ofícios ao Conselho Curador da Fundação e à própria Fundação, a quem deu prazo de 30 dias para prestar esclarecimentos
A Promotoria requereu ainda a instauração de inquérito policial junto à Delegacia de Estelionato de Curitiba, para verificar se houve mesmo uso de notas fiscais falsas.

fonte: fábio campana

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Nota Pública DCE USP

Abril 28, 2009

São Paulo, 25 de abril de 2009

Na última quinta-feira, dia 23 de abril, a assembléia geral dos estudantes da USP, com mais de 400 presentes, decidiu por unanimidade retomar a sede do nosso Diretório Central dos Estudantes – maior entidade representativa dos estudantes da Universidade de São Paulo.

A sede do DCE havia sido fechada pela reitoria da USP no ano de 2006, sob o pretexto de reforma e regulamentação do espaço. No início deste ano, com a proximidade do fim da reforma, a reitoria notificou ao DCE que o espaço físico, antes destinado às atividades políticas estudantis, passaria ao seu controle administrativo. Acabando, assim, a autonomia política e financeira dos estudantes sobre a sede de sua entidade.

O DCE da USP entende que essa ação por parte da reitoria é um claro ataque à liberdade de organização do movimento estudantil em nossa universidade. O que se passa com a sede do DCE não é um fato isolado, pois é parte de toda uma política repressiva da burocracia acadêmica, que se dá por meio da retirada de espaços estudantis, da demissão de um dirigente do sindicato dos funcionários (SINTUSP), de sindicâncias e inquéritos criminais contra estudantes e funcionários, multas às entidades representativas (DCE e SINTUSP), entre outros casos.

Esse processo repressivo vem com o intuito de desarticular a organização política da comunidade universitária, justamente quando se aprofunda a precarização do ensino público no estado de São Paulo. Afinal, as universidades públicas sofrerão fortes contingenciamentos de verbas, fruto dos reflexos da crise econômica no orçamento da educação. Além disso, será implementada a UNIVESP, projeto de ensino à distância que compromete ainda mais a qualidade do nosso ensino.

Portanto, nesse contexto, a luta pela autonomia dos espaços de organização política e por liberdades de manifestação torna-se extremamente fundamental para a defesa da educação. Por isso, reiteramos a defesa intransigente da sede do DCE, hoje, ocupada pelos seus legítimos donos: os estudantes. O DCE é nosso!

Diretório Central dos Estudantes – Gestão Nada Será Como Antes!

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CARTA PÚBLICA DE ESCLARECIMENTO

Abril 25, 2009

 

 

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

CENTRO ACADÊMICO DE PSICOLOGIA

 

 

Curitiba, 25 de abril de 2009

 

CARTA ABERTA DE ESCLARECIMENTO

 

         No início do corrente mês, a gestão do CAP UFPR – Centro Acadêmico de Psicologia, recebeu queixas de alguns estudantes do segundo ano sobre as frequentes faltas da Professora Lídia Weber na disciplina de Metodologia de Pesquisa I (HP260). No dia nove de abril, foi encaminhada, em nome da gestão do Centro Acadêmico e entregue por uma comissão de estudantes, a carta que se segue transcrita, na íntegra:

 

 

Universidade Federal do Paraná

Centro Acadêmico de Psicologia

en la lucha de classes
todas las armas son buenas:
piedras, noches, poemas
(leminski
)

Curitiba, 09 de abril de 2009

                                                                                              
                                                                                   
À Coordenação do Curso de Psicologia

Ao Departamento de Psicologia      

 

O CAP UFPR (Centro Acadêmico de Psicologia) recebeu queixas de estudantes do segundo ano e solicita esclarecimentos à Coordenação e ao Departamento do curso de Psicologia acerca das ausências da Professora Lidia Weber nas aulas de Metodologia de Pesquisa I (HP260). O Centro Acadêmico se informou com estudantes do terceiro ano e constatou que as faltas também se estendiam às aulas de Behaviorismo III (HP271). Segundo os estudantes, a professora justificou as ausências, entretanto as aulas não foram repostas ou sequer há perspectiva de serem compensadas. De acordo com o cronograma de aulas do segundo ano, nas próximas semanas os estudantes terão apresentação de seminários e necessitam de orientações prévias que, segundo as queixas, não aconteceram.                  

Na certeza de que encaminharemos a questão da melhor forma possível,

 

Centro Acadêmico de Psicologia

Universidade Federal do Paraná

 

         Fica absolutamente claro, nesse documento, que o Centro Acadêmico apenas solicitou esclarecimentos sobre as faltas incontestáveis da professora, pautado em queixas que recebeu de estudantes.

         No entanto, apenas antes de ontem (23/04/09) a Professora Lídia Weber encaminhou e-mail ao Chefe do DEPSI, Coordenador do Curso e representantes das turmas de segundo e terceiro ano, pronunciando-se (mas não reportando-se oficialmente ao CAP UFPR).

 Segue o corpo do e-mail, na íntegra:

 

Hoje fui chamada pelo Prof. Alexandre que me mostrou uma carta dos alunos das 4 turmas, representados pelo aluno César do CAP (do qual não tenho email e gostaria que fosse repassado a ele este email), na qual estavam indicadas reclamações de minhas faltas e falta de informação e orientação sobre os seminários propostos para as turmas.
     Neste ano eu completo 27 anos de docência na UFPR e esta foi a primeira vez que recebi uma reclamação desta natureza. O constrangimento me fez tomar providências imediatas. No entanto, devo dizer que, das 4 turmas, tenho de repor somente uma aula para uma turma de Metodologia, a qual será reposta no dia 09/05 – sábado pela manhã, para que todos possam participar, uma vez que não desejo prejudicar os alunos. Todas as outras turmas perfazem 15 aulas, ou carga horária de 30 horas, salvo engano. Programas anexados.
     Entendo que uma reclamação assim séria tenha sido consenso dos alunos de todas as turmas, e embora lastime que os alunos não tenham vindo conversar comigo – uma vez que a primeira instância de entendimento deve ser com o professor -, conversei com o Prof. Alexandre e alterei os programas anteriormente repassados às turmas: para não mais prejudicar os alunos que sentiram falta de informações, os temas dos seminários passarão a ser AULAS TEÓRICAS MINISTRADAS POR MIM, sendo avaliados por prova. Os novos programas estão anexados a este email.
     As turmas de METODOLOGIA receberão novos comunicados sobre a questão de assinaturas falsas nas listas de chamadas, como já havia sido conversado previamente.

    Lidia

 

        

 

         É necessário que esclareçamos alguns pontos:

         1. O Centro Acadêmico de Psicologia é a entidade máxima de representação dos estudantes do Curso de Psicologia, há vinte e dois anos. Foi produto da necessidade de organização do movimento estudantil de Psicologia frente as demandas do corpo discente na Universidade e é compromissado com a ética e a responsabilidade inerentes a qualquer movimento organizado.

         Como deve ser de ciência dos professores, especialmente daqueles que há mais de vinte anos convivem com a atuação política do CAP, temos como um de nossos direitos (e como função), solicitar – em nome de estudantes -, esclarecimentos sobre a dinâmica das aulas que nos são ministradas.

         De fato, no caso das aulas de Metodologia de Pesquisa e Behaviorismo III, não foi realizada uma Assembléia Geral dos Estudantes para que um posicionamento em nome do corpo discente do curso fosse tirado, mas é importante registrar que é legítima (e portanto, requer intervenção do Centro Acadêmico) a demanda de qualquer estudante que procure a gestão do CAP para tratar de questões que permeiam sua condição de estudante dentro da UFPR. Para além deste fato, seria incabível convocar uma Assembléia Geral, visto que o conteúdo do documento enviado pelo CAP é justamente um pedido de esclarecimento sobre as ausências da Professora. Ora, fica claro que não podemos nos posicionar sobre um ponto em que não somos esclarecidos. Isso seria no mínimo superficial e ignorante.  

         Não negligenciaremos, de forma e em momento algum, as reclamações apontadas pelos estudantes do Curso. Legitimados pelo pedido de esclarecimento de alguns estudantes, não nos abstivemos (e nem nos absteremos) de representá-los frente às Unidades Administrativas competentes. Cabe mencionar que temos a liberdade de discutir algumas questões diretamente com os professores envolvidos, mas que recorremos às instâncias superiores (no caso ao DEPSI e a CPSI) por essas serem as representantes do corpo docente.

        

2. O pedido de esclarecimento foi entregue ao professor João Henrique Rossler (em 9/4/2009), coordenador do Curso, por uma comissão composta por quatro membros do CAP, justamente para que um ou outro estudante não fosse responsabilizado pelo ato. Exigimos do corpo docente do DEPSI, o reconhecimento de que o CAP é uma entidade representativa dos estudantes e que tem como preocupação manter anônimos os que requerem as suas intervenções, para que retaliações e ataques pessoais não venham acontecer. Solicitamos que se evitem as nomeações, que reduzem, pessoalizam e personificam em certos estudantes um movimento que é coletivo.

 

3.  Reiteramos que até o presente momento não recebemos quaisquer esclarecimentos oficiais, nem por parte do Departamento, nem pela Coordenação. Gostaríamos de deixar claro que e-mails informais e conversas de corredor não se configuram como veículos “oficiais” de informação.

        

         Continuaremos exigindo uma posição respeitosa por parte do corpo docente em relação aos discentes e uma postura ética na veiculação das diversas informações. Acreditamos que a visão de nossos professores, mestres e doutores que nos cobram dia-a-dia o reconhecimento das demandas do Outro, não se limita às instruções que nos dão em sala de aula, mas que se estendem ao cotidiano e às relações que construímos na comunidade acadêmica deste curso.

 

         Dispostos a prestar quaisquer esclarecimentos,

 

gestão pedras, noites, poemas

Centro Acadêmico de Psicologia

Universidade Federal do Paraná

 

 

 

 

 

 

 

 

_________________

Centro Acadêmico de Psicologia – Universidade Federal do Paraná

sala 207 – Prédio Histórico da UFPR | Praça Santos Andrade 50, Centro. Curitiba – Paraná

cap_pnp@yahoogrupos.com.br | www.capufpr.wordpress.com

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VITÓRIA dos ESTUDANTES de PSICOLOGIA UFPR

Abril 13, 2009

          Nosso curso, assim como todos os outros cursos de Psicologia do Brasil, teve que organizar uma reforma curricular obrigatória, delineada pela Lei de Diretrizes e Bases, do Governo Federal. A construção de uma nova grade curricular para a Psicologia UFPR demorou anos e contou com a participação de professores e estudantes que tentaram garantir uma formação plural e de qualidade. Em 2009 o novo currículo foi instalado e a primeira turma integralmente adequada a ele – o primeiro ano – iniciou o ano com uma ingrata surpresa. 
          A disciplina ‘HF146 Filosofia para Ciências Humanas’, ministrada pelo DEFIL UFPR (Departamento de Filosofia) para os estudantes de Psicologia, fazia parte da grade do segundo ano, no currículo antigo. Por isso, os segundoanistas não a haviam cursado. Com a reforma curricular, a disciplina de Filosofia virou obrigatória para os calouros. Em 2009, então, tanto calouros quanto segundoanistas deveriam cursar essa disciplina, no mesmo semestre.
          No ano passado, prevendo o inchaço na disciplina, a Coordenação do Curso de Psicologia entrou em contato com o DEFIL UFPR (Departamento de Filosofia), solicitando a abertura de quatro turmas. O DEFIL se responsabilizou em procurar prover essas quatro turmas, mas de antemão afirmou que talvez isso não fosse possível. No entanto, para as matrículas do primeiro semestre de 2009, foram abertas quatro turmas para Filosofia: A, B, C, D.
          A surpresa foi quando, na primeira semana efetiva de aulas, estudantes de primeiro e segundo ano encontraram aulas em apenas duas turmas de Filosofia: uma de manhã e outra à tarde. As turmas A e C haviam sido juntas e B e D, da mesma forma. Os 156 estudantes matriculados foram então divididos em duas turmas de aproximadamente oitenta pessoas cada e alguns problemas começaram a surgir.
          Percebendo essas dificuldades, estudantes matriculados nessas disciplinas e o CAP UFPR (Centro Acadêmico de Psicologia) somaram-se em diversas reuniões que traçaram o problema, levantaram as demandas e dificuldades e tentaram encaminhar algumas soluções. Já na segunda semana de aula, o contato com a Coordenação de Psicologia foi estabelecido e nos dias seguintes, uma carta com pedido de esclarecimento foi redigida (pelos próprios estudantes matriculados e membros do CAP) e, após ser aprovada em Assembléia Geral dos Estudantes, entregue para a Coordenação.
          Nela constavam demandas e reclamações dos estudantes, como mostra um extrato da carta:
          Acreditamos que a composição dessas turmas acarreta:
• O aproveitamento das aulas é prejudicado. À medida que há oitenta estudantes em apenas uma sala de aula, as discussões professor/estudante e entre os próprios discentes – de extrema importância para aulas teóricas sobre uma disciplina tão complexa – são inviabilizadas porque para o tempo padrão de aula, há o dobro do número de estudantes, dobrando a quantidade de dúvidas e apontamentos levantados.
• As avaliações seriam comprometidas, haja vista que cada professor teria que corrigir o dobro de provas e trabalhos, considerando que o número de horas destinado à preparação das aulas é o mesmo para uma turma regular.
• A união de duas turmas de diferentes períodos (1º e 3º período) pode trazer problemas, pois as discussões tendem a ficar polarizadas nos estudantes do segundo ano que já possuem conhecimento teórico mais vasto e experiência na dinâmica institucional da Universidade.
• Não há infra-estrutura suficiente no DEPSI. Há faltas de carteiras e os estudantes que se sentam no fundo da sala, não escutam bem o que o professor fala, o que faz com que os discentes precisem sentar no chão.

.. e também nossas reivindicações:
Tendo em vista a explanação desses argumentos, solicitamos esclarecimentos e, pelos motivos supracitados, a abertura imediata de duas novas turmas (tendo portanto, duas turmas para primeiro ano, e duas para segundo ano – manhã e tarde, cada), para que possamos prosseguir normalmente as nossas atividades.

          Dessa mesma Assembléia foi deliberado que novas reuniões de estudantes deveriam acontecer, para que pudéssemos nos organizar e pressionar as instâncias superiores competentes. Nas reuniões pudemos acompanhar a lenta evolução do processo e que uma pressão mais contundente deveria acontecer: sugerimos um indicativo de paralisação, que foi aprovado na Assembléia Geral de Estudantes de Psicologia de 27.03.2009. Foi decidido também que não recuaríamos com a proposta do DEFIL, de que apenas mais uma turma fosse aberta (somando-se então, três turmas). Permanecemos na luta pelo nosso direito: quatro turmas de Filosofia.
          No dia 30 de março, aproximadamente cinqüenta estudantes de Psicologia foram às ruas reivindicar, em ato público, atenção à sua demanda e intervenção do Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes e da Pró-Reitoria de Graduação no caso. A partir daí o processo começou a ser agilizado. No dia seis de abril, enquanto alguns estudantes participavam de uma atividade da paralisação (exibição de um filme), membros do Centro Acadêmico foram convocados a uma reunião no Setor com: Direção do Setor, Coordenação de Psicologia, Departamento de Filosofia, os dois professores da disciplina e representantes discentes. 
          Depois de vinte e oito dias de muita pressão, os estudantes da Psicologia UFPR alcançaram uma vitória. Foi deliberado nessa reunião que teremos a garantia de quatro turmas diferentes, de filosofia, que devem iniciar já no dia 13 de abril. 
          O CAP UFPR tem orgulho de parabenizar todos os novos lutadores da Psicologia UFPR, que não se deixaram levar pela aparente impossibilidade de conquistarmos essas quatro turmas e que participaram de diferentes formas desse movimento: participando de reuniões e assembléias, pintando cartazes, divulgando informações e até mesmo, apenas apoiando a causa. Além de acreditarem que acreditam que devemos nos importar e mobilizar pra conseguirmos melhor o nosso curso, nossa Universidade e a Educação Pública brasileira. 
          Convidamos a todos pra participarem das atividades do CAP e juntos transformarmos a nossa realidade de sucateamento da Universidade. Mobilize-se, participe, dê seu pitaco. Já diria Rosa Luxemburgo: ‘Quem não se movimenta não sente as amarras que o prendem’. Vamos juntos construir um movimento estudantil combativo e transformador!

gestão pedras, noites, poemas
Centro Acadêmico de Psicologia
Universidade Federal do Paraná

 

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Enfermagem na luta!

Abril 9, 2009

Ofício nº 40 /09
Aos Centros Acadêmicos/Diretórios Acadêmicos
Do Centro Acadêmico de Enfermagem - Gestão Levanta ou CAE!?

          Prezados,
          Vimos por meio de este, convidá-los a se unirem a nós no Ato Público que acontecerá no próximo dia 15 de Abril de 2009.
          Tal ato é o resultado de uma construção realizada entre o CAE-UFPR e estudantes de Enfermagem presentes na Assembléia em 3 de abril de 2009, a partir do número insuficiente de professores no quadro docente do Departamento de Enfermagem. Tal situação tem causado a queda na qualidade do ensino, bem como a precarização do trabalho dos docentes, além da privação do direito mínimo dos estudantes, há aulas. 
          Entendemos que estamos inseridos em um Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação Superior, e a partir disto procuramos esclarecer os estudantes de Enfermagem e nos tornarmos conscientes, críticos e ativos frente ao mesmo.
          Acreditamos que a ampliação da oferta de vagas na Universidade deve ocorrer dentro de parâmetros que permitam a manutenção do padrão de qualidade do ensino superior público, e isto não é possível dentro dos limites impostos pelo REUNI. As duas metas que condicionam todos os projetos apresentados dentro do REUNI são incompatíveis com padrões de qualidade de ensino aceitáveis, aprofundam a precarização do trabalho docente e, na concepção, ferem a autonomia universitária ao impor padrões que são da competência acadêmica das Universidades.

          Sendo assim convidamos os demais Estudantes de Enfermagem da UFPR a se unirem a nós em mais uma das tantas lutas que travamos por uma educação superior de qualidade, pela indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão, contra o desmonte da universidade Pública.
          As Bandeiras de luta que os Estudantes de Enfermagem levanta neste ato são:
· O pedido de contratação de professores para o departamento de Enfermagem;
· Contra a precarização do quadro docente do Departamento de Enfermagem;
· Pela manutenção da qualidade de ensino na Graduação de Enfermagem da UFPR;
· Por maiores investimentos em Infra- estrutura e finalização da construção da nova Sede do setor de Ciências da Saúde-Campus Botânico;
· Contra o Decreto nº 6.096 do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) de 2007, que institui o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI.
· Contra as metas globais do REUNI que são “a elevação gradual da taxa de conclusão média dos cursos de graduação presenciais para noventa por cento e da relação de alunos de graduação em cursos presenciais por professor para dezoito, ao final de cinco anos, a contar do início de cada plano” (§ 1º do art. 1º do Decreto nº 6.096), sem as necessidades mínimas de contratação de professores e melhorias necessárias de infra- estrutura para tal.
          Informamos que o CAE fará um documento, contendo todas as reivindicações e informações que embasem as mesmas, o qual será entregue no final do Ato ao reitor da UFPR.
          PROGRAMAÇÃO E INFORMAÇÕES:
          Dia 15 de Abril de 2009. Concentração às 9h no Setor de Ciências da Saúde- Campus Centro (Rua Pe. Camargo, 280-Alto da glória). Saída as 09h30min sentido Praça Santos Andrade. Volta à Reitoria, com Entrega de documento ao Reitor.
          Solicitamos que os alunos estejam vestindo camiseta branca.
          Informamos que nos dias 08 e 13 de Abril, às 14h estaremos realizando oficina de Confecção de matérias para o Ato no CAE-UFPR (setor de ciências da Saúde-Campus Centro, 5° andar), estão todos convidados a estarem conosco!

          Desde já agradecemos a vossa atenção,
Centro Acadêmico de Enfermagem Gestão Levanta ou CAE!?

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ENEP 2009 | Belo Horizonte – Minas Gerais

Abril 5, 2009

O ENEP 2009 já tem data, local, preço, tudo :D

Acesse nosso site e confira todas essas informações!

http://enep2009.ning.com

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SISMUC aprova indicativo de greve!

Abril 5, 2009

Os servidores municipais de Curitiba aprovaram em assembléia, hoje (31), à tarde, o indicativo de greve por tempo indeterminado a partir do próximo dia 15. A decisão foi tomada após uma reunião em que o secretário de RH Paulo Schimidt e o de governo Ruy Hara negaram mudar a contraproposta de reajuste salarial de 6,5%. Enquanto as negociações ocorriam, cerca de 2 mil servidores aguardavam a decisão do lado de fora da prefeitura.

Terminada a assembleia, parte dos servidores seguiu até a Câmara Municipal, onde era votado o projeto de lei de reajuste salarial proposto pela administração municipal. A intenção era pressionar os vereadores para que retirassem o projeto da pauta ou aprovassem alterações ao documento, seguindo uma proposta apresentada pela vereadora Professora Josete.

A discussão realizada pela vereadora estava baseada no corte de gastos de 15% a ser aplicado este ano, conforme apresentado pelo prefeito Beto Richa. Pelo orçamento de 2008, a prefeitura garantiria em caixa, até o final de 2009, o total de R$ 100 a R$ 200 milhões, segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). No entanto, a alternativa foi desconsiderada tanto pela prefeitura, como pela base de aliados ao governo na Câmara. Read the rest of this entry ?

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Em defesa das escolas itinerantes

Abril 5, 2009

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crucius, e parte direitista do Ministério Público do estado estão golpeando as Escolas Itinerantes do MST no Rio Grande do Sul, decretando o banimento dessas instituições educativas. O ato de proscrever essa inspiradora iniciativa educativa do MST é parte do processo de criminalização e de expulsão do MST do estado, conforme vem sendo denunciado pelas entidades democráticas de dezenas de países.

Para proteger os latifúndios e as corporações, em especial as de celulose, Yeda e seus aliados querem cortar o que julgam ser o “mal pela raiz”: a educação das crianças, dos jovens e dos adultos que estão acampadas há anos, pois nada é feito em prol da reforma agrária. A governadora quer silenciá-los.

Os camponeses foram expropriados de suas terras pelo poder do grande capital e nenhuma alternativa econômica lhes foi possibilitada. É por isso que as bandeiras do MST tremulam à beira das rodovias que ladeiam os latifúndios destrutivos. Dignamente os camponeses resistem lutando pela democracia que, para ser verdadeira, não pode prescindir dos meios econômicos que assegurem condições de vida humana. E as Escolas Itinerantes são parte desse processo civilizatório.

As Escolas Itinerantes do MST são espaços de conhecimento, criação, socialização com base em valores ético-políticos libertários e democráticos. São espaços públicos de formação humana, de crítica e de renovação do pensamento pedagógico brasileiro e latino-americano. Estudiosos de diversos países as investigam e as difundem por meio de teses, artigos, experiências de educação popular, propagando ideais pedagógicos originalmente sistematizados e difundidos por Paulo Freire. As Escolas Itinerantes são lugares que estão propiciando reflexões que permitem construir um melhor futuro para a educação pública, gratuita, laica e autônoma frente aos interesses particularistas e mesquinhos como os professados pelo atual governo estadual.

Exigimos a imediata reabertura das Escolas Itinerantes acompanhadas pelo MST, bem como a garantia de que o poder público assegurará a infra-estrutura necessária ao pleno funcionamento das mesmas. Os signatários do presente Manifesto estarão acompanhando as ações do governo estadual nos sindicatos, nas escolas, nas universidades, nas lutas sociais, promovendo denúncias e atos políticos até que as escolas voltem às crianças, aos jovens e aos professores que nelas atuam.

fonte: mst.org.br