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Posts de Julho, 2008

Carta pública do DCE UFPR sobre expulsão do PSTU da gestão
Julho 29, 2008Chegamos, infelizmente, a uma encruzilhada no DCE-UFPR. Um momento de tensão que colocou a prova a forma como esta entidade era encarada pelos militantes da gestão e pela sua base. É com pesar que chegamos a um desfecho como esse, quando uma das forças políticas é retirada da gestão.
O histórico da construção da chapa “Sonhos não envelhecem” tem como marco a unidade na Frente de Luta Contra a Reforma Universitária e a ocupação da reitoria para barrar o REUNI. Nestes momentos, impôs-se a necessidade e foi provada a possibilidade de unidade da esquerda da UFPR. A conseqüência da unidade alcançada nestas lutas foi uma chapa composta e construida na base, cuja divisão de cargos superou a prática de amarrar as chapas pelas direções partidárias. O fato de as direções partidárias não determinarem a composição e linha da gestão não quer dizer, porém, que a participação destes não fosse bem vinda, pelo contrário, as organizações cumprem um papel importante dentro do movimento .
Tivemos uma gestão que soube se respeitar até então, construindo lutas, eventos e buscando criar novas formas de organização como as reuniões setoriais, que ocorriam no local de estudo (humanas, tecnológicas, etc.) Em alguns destes eventos pudemos contar com os companheiros do PSTU, que tiveram valorosa participação na construção de atos como o de 1º de abril, e no ato estadual promovido dia 15 de maio. Mas não sem contradições: Read the rest of this entry ?

3º ano!
Julho 26, 2008A disciplina de PESQUISA 1 já está disponível para matrícula lá na sala da Coordenação, com a Regina! Os professores que abriram vagas para orientação de pesquisas são: Jamil, Sidney, Ana Paula Salvador, Lídia Weber, Ana Paula de Pereira e Tatiana! (Não, não tem ninguém pra dar Social ou Fenomenologia :p).

V Simpósio Brasileiro de Psicologia Política
Julho 26, 2008Você conhece a Psicologia Política? Esse ano vai rolar o V SBPP (Simpósio Brasileiro de Psicologia Política) na USP (São Paulo/SP). O Simpósio vai acontecer de 29 de outubro a 2 de novembro. E porque estamos avisando com tanta antecedência? Porque o prazo de inscrição com desconto pra estudantes é até dia 30 de julho! Custa $50. Tem palestrantes da Espanha, México, Canadá, Argentina e de várias Universidades do Brasil. E ainda vai rolar hospedagem solidária!
Os eixos temáticos são:
a. Ações coletivas e Movimentos Sociais,
b. Ambiente, Saúde Coletiva e Espaço Público
c. Comportamento Eleitoral e Marketing Político
d. Formações Identitárias, Consciência Política e Cultura Política
e. Educação, Juventude e Socialização Política
f. Movimento Sindical e Relações de Trabalho
g. Memória Coletiva, Violência Política e Direitos Humanos
h. Multiculturalismo e relações de Gênero, Raça/Etnia e Orientação Sexual
i. Política, Esporte e Lazer
j. Gestão, Políticas Públicas e Inclusão Social
k. Participação Política e Ação Comunitária
l. Direitos, Cidadania e Democratização
m. Religião e Política
n. Poder, Comunicação Política e Ideologia
o. Epistemologia e Metodologia
Interessou!? Clique AQUI
Pra mais informações, falar com César (3º ano).

O dia em que o universitário empatou com o Reitor
Julho 25, 2008 O Distrito Federal não tem eleições municipais. Por isso o jeito é se divertir com o que acontece fora desse quadradinho no meio de Goiás. Em Curitiba, acaba de sair a pesquisa RPC/Datafolha.
Beto Richa (PSDB) aparece na frente, com 72%. Gleisi (PT) tem 12% e Fábio Camargo (PTB) 3%. O quarto lugar revela a situação mais curiosa - o ex-reitor da UFPR, Carlos Moreira (PMDB), aparece empatado com o ex-aluno da universidade, Bruno Meirinho (PSOL), com 1%. A rapa nem foi lembrada pelo eleitor.
Consta que Meirinho - atualmente bacharel em Direito - foi membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPR, há dois anos. Era envolvido com política estudantil. E vivia azucrinando o reitor Moreira.
Há outro antagonismo entre os dois. Moreira declarou o maior patrimônio entre todos os candidatos - R$ 5,2 milhões. Meirinho não fez declaração. Afinal, não possui nenhum bem em seu nome.
Se ambos não tinham nada em comum até hoje, agora ao menos têm 1% na pesquisa para prefeito.
do blog conexão brasília. clique aqui

E no CRP-08: 18 anos do SUS
Julho 25, 2008
Como de costume, o CRP-08 (Conselho Regional de Psicologia - Paraná) organiza eventos nas quarta-feiras a noite. No dia 30 de julho, acontecerá a mesa-redonda 18 ANOS DO SUS: PRONTUÁRIO E SIGILO, com Dione Mens (Enfermeira e Psicóloga) e Wirmond D’Angelis (Psiquiatra Homeopata). A mesa sera coordenada por Carmem Ribeiro. Uma grande discussão para os estudantes de Psicologia UFPR, que não tem acesso a quase nenhuma informação sobre a Saúde Pública e seus dispositivos em sala de aula! O CRP-08 fica na Av. São José 699, no Cristo Rei.

1º Encontro da ABEP PR
Julho 25, 2008Confira a programação do 1º ENCONTRO REGIONAL DA ABEP PR (Associação Brasileira de Ensino de Psicologia), que vai acontecer no DEPSI UFPR! Conheça a ABEP, clique aqui!

Comunidade quilombola sofre atentado de madereiros
Julho 22, 2008
Quase quatro décadas depois do último episódio de violência contra os descendentes de escravos na Comunidade Quilombola do Varzeão, a tensão voltou ao município de Doutor Ulysses, no Vale do Ribeira, divisa do Paraná com São Paulo. Três casas dos quilombolas foram incendiadas na sexta-feira. Os moradores dizem ter sofrido abuso policial e agora ninguém sai da comunidade, onde vivem 56 pessoas numa área de 800 alqueires. A única ação de segurança, segundo eles, foi a colocação de toras de árvores para bloquear a estrada.
O abuso, relatam os quilombolas, teria começado na terça-feira, quando oficiais de Justiça e policiais militares tentaram cumprir um mandado de busca e apreensão de tratores e caminhões, por ordem de um juiz em favor de madeireiros. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, os moradores estariam usando os equipamentos pertencentes aos madeireiros.
No entanto, o presidente da Associação da Comunidade Remanescente de Quilombo do Varzeão, Juventino Rodrigues de Castro, diz que os cinco policiais, os dois oficiais de Justiça e os 12 jagunços usaram de violência mesmo sem resistência dos moradores. “Aqui ninguém tem arma”, afirma. Eles registraram uma ocorrência policial sobre o caso e também comunicaram o Ministério Público.
Na sexta-feira, houve novo conflito quando três casas foram incendiadas. “Deixaram em incompleto a diligência de busca e apreensão, mas deixaram para trás uma cambada de jagunços que arrebentaram as porteiras e tiraram as placas do quilombo”, diz o advogado da comunidade, Pedro Luiz Mariozi. Os quilombolas mais antigos contam que o último conflito havia acontecido ainda em 1970.
O quilombola Laélcio de Souza imaginava que isso fosse coisa do passado, mas conta que desta vez estava em casa com a família quando viu um clarão (no local não há energia elétrica). Ele e o irmão perceberam que quatro pessoas encapuzadas colocavam fogo nas casas. Ele saiu correndo com outras 19 pessoas para se esconder, sem conseguir levar nenhum pertence. “Ficamos das 19 às 22 horas no matagal”, lembra. Ninguém ficou ferido.
O advogado dos quilombolas alega que o mandado era ilegal. Ele explica que ação deve ser autorizada pelo secretário estadual da Segurança Pública, o que não teria ocorrido nesse caso. Hoje representantes da comunidade estarão em Curitiba para medidas judiciais e reuniões com grupos de defesa dos direitos humanos. A Polícia Militar alega que o mandado de busca e apreensão não precisa ser autorizado pelo secretário. A assessoria informa ainda que foi aberta sindicância para apurar o episódio, mas que o cumprimento do mandato aconteceu de forma amigável, com a devolução aos proprietários dos equipamentos que estavam em posse da comunidade.
Segundo o secretário de Assuntos Estratégicos do governo do estado, Nizan Pereira, quem atendia a ocorrência era guarnição policial de Doutor Ulysses. Agora foi designado um capitão para acompanhar o caso. Ele acredita que o conflito será tema da próxima reunião Mãos Limpas, que discute a segurança pública.
A comunidade tem recebido apoio de entidades de defesa dos direitos humanos, como a Pastoral da Terra e o Grupo Clóvis Moura, criado pelo governo para mapear os quilombos no estado e definir as políticas que essas comunidades necessitam. Representantes de várias secretarias, da Polícia Militar, da Sanepar e da Copel integram o grupo que está produzindo um relatório sobre o conflito.
Quem são
Quilombolas são descendentes de escravos ou ocupantes de comunidades remanescentes de quilombos, que hoje lutam pela titulação das terras ocupadas, direito garantido pela Constituição de 1988. Existem mais de 3,5 mil comunidades quilombolas mapeadas no Brasil. No Vale do Ribeira, o conflito se estabelece porque de um lado há os quilombolas, que ocupam a região desde 1854, têm a posse mas não a propriedade da terra. Como a região se tornou atrativa para madeireiros, as terras passaram a ser alvo de disputas entre os dois grupos.

Justiça Federal proíbe cobrança de taxas na UFSC
Julho 22, 2008 Há 15 dias a Justiça Federal expediu uma liminar que proíbe a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) de cobrar taxas por serviços prestados à comunidade universitária. Segundo o entendimento da justiça a cobrança contraria a Constituição, que prevê a gratuidade do ensino nos estabelecimentos públicos. Com a medida judicial, a UFSC deixa de cobrar por 15 serviços prestados que vão desde matricula a registro e impressão de diplomas.
A Justiça Federal determinou à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que suspenda imediatamente a cobrança de 15 taxas acadêmicas, como a de expedição e registro de diploma, previstas em resolução do Conselho de Curadores da instituição de ensino. A decisão foi proferida hoje (1º/7/2008 ) pelo juiz Hildo Nicolau Peron, que atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF) em uma ação civil pública. O juiz entendeu que a cobrança contraria a Constituição, que prevê a gratuidade do ensino nos estabelecimentos oficiais.
“É incompatível com o regime de ensino público gratuito exigir por meio de taxas que os próprios alunos, ex-alunos ou pretendentes a alunos, por si ou por seus pais, tenham que ajudar a financiar, total ou parcialmente, quaisquer deficiências da UFSC”, afirmou Peron. O juiz também não aceitou o argumento de que os valores cobrados contribuíram com a manutenção do restaurante universitário, da moradia estudantil e de bolsas. O próprio estatuto da UFSC veda a retenção de renda para qualquer aplicação, devendo a arrecadação reverter para a conta única do Tesouro Nacional.
A decisão estabelece ainda que a UFSC deverá prestar informações sobre a forma de arrecadação de todas as taxas, a vinculação da receita com as despesas do restaurante, da moradia e das bolsas e a compatibilidade com o estatuto. A ordem de suspensão da cobrança deve ser cumprida a partir do dia seguinte ao da intimação da decisão, sob pena de multa de 20 vezes o valor de cada taxa eventualmente cobrada, que reverterá para a pessoa que efetuou o pagamento. A UFSC deverá divulgar a decisão internamente. Cabe recurso.
Taxas suspensas:
- certificado de disciplina isolada ou aluno ouvinte;
- expedição e registro de diplomas;
- apostilamento de alteração de dados pessoais;
- apostilamento de novas habilitações;
- requerimento e processo de transferência externa e interna;
- requerimento e processo de retorno;
- requerimento e processo de permanência;
- expedição de 2ª via de histórico escolar;
- matrícula em disciplina com reprovação por freqüência insuficiente;
- matrícula por disciplina de alunos especiais em disciplinas isoladas ou na qualidade de aluno ouvinte;
- requerimento para validação de disciplinas cursadas em outras instituições de ensino ou cursada ou já validada na UFSC para outro curso;
- diploma ou certificado (ensino fundamental e médio);
- histórico escolar (ensino fundamental e médio);
- matrícula nos Colégios Agrícolas, Aplicação e Núcleo de Desenvolvimento Infantil;
- guia de transferência (ensino fundamental e médio), bem como qualquer outro serviço prestado ao aluno.
As taxas de emissão da primeira via de diplomas e certificados de cursos de graduação, pós graduação e do ensino fundamental e ensino médio já haviam sido suspensas por resolução
*Fonte: Justiça Federal de Santa Catarina: www.jfsc.gov.br

enep 2008
Julho 22, 2008“Eu tinha a sensação de que na memória liberada dos ressentimentos e dos traumas, o tempo cronológico não tem existência. Que as despedidas não são quebras ou interrupções traumáticas de experiências comuns, mas promessas de novos reencontros. Se partir é dividir-se, sentir-se partido, dilacerado entre o que vai e o que fica, a memória é uma dimensão capaz de reconciliar este eu dividido, pois ela, quando livre, aponta permanências, outros possíveis de uma esperança que não tem mais fim, não tem mais fim, não tem mais fim… A memória livra o momento da partida de sua dimensão de evento irreversível.Para o que vai e para o que fica o elo da memória desfaz o trauma da partida, mas isto só pode ser compreendido por pessoas que têm em comum uma profunda afetividade.” (DECCA, p. 115) ["Ensaio sobre a memória anarquista: a história como ficção coletiva" - Edgar Salvadori de Decca, em História Oral, 2, 1999, p. 111-134].
